Segurança da informação: malware, phishing e o tripé CID que cai em prova
Vírus × worm × trojan × ransomware, os ataques de engenharia social e os princípios da segurança (confidencialidade, integridade, disponibilidade). O mapa de Informática que CESPE/FGV/FCC repetem.

Segurança da informação é o tema de Informática que mais cresceu em concurso nos últimos anos — e o que mais confunde. CESPE, FGV e FCC cobram a diferença entre os tipos de malware, os ataques de engenharia social e os princípios básicos da segurança. Quem separa "vírus" de "worm" e entende o tripé CID acerta sem hesitar.
O tripé CID — os pilares da segurança
Todo o tema gira em torno de três princípios fundamentais. Decore a sigla CID:
- Confidencialidade: a informação só é acessada por quem tem autorização. (Quebra: vazamento de dados.)
- Integridade: a informação não é alterada indevidamente — permanece íntegra e completa. (Quebra: adulteração de um arquivo.)
- Disponibilidade: a informação está acessível quando necessária. (Quebra: um ataque DDoS que derruba o serviço.)
Além do tripé, a banca cobra três princípios complementares:
- Autenticidade: garante que a informação vem de quem diz ser.
- Não repúdio (irretratabilidade): o autor não pode negar a autoria. (É o que a assinatura digital garante.)
- Legalidade: conformidade com normas e leis.
Pegadinha clássica: a banca troca os conceitos — diz que "integridade garante que só pessoas autorizadas acessam". Errado, isso é confidencialidade.
Os tipos de malware (a tabela que mais cai)
| Malware | O que faz | Detalhe que cai |
|---|---|---|
| Vírus | infecta arquivos; precisa de hospedeiro e de ação do usuário para executar | não se propaga sozinho |
| Worm | autorreplica e se propaga sozinho pela rede | não precisa de hospedeiro nem de ação do usuário |
| Trojan (cavalo de Troia) | finge ser um programa legítimo e abre porta para o invasor | não se replica |
| Ransomware | criptografa os dados e exige resgate (geralmente em cripto) | WannaCry é o exemplo clássico |
| Spyware | espiona e coleta dados do usuário | inclui o keylogger |
| Keylogger | registra tudo que é digitado (senhas) | captura teclado |
| Adware | exibe propaganda indesejada | nem sempre malicioso |
| Rootkit | esconde a presença do invasor no sistema | difícil de detectar |
| Backdoor | porta dos fundos para acesso remoto não autorizado | — |
Macete da pegadinha número 1: vírus precisa de hospedeiro e de ação do usuário; worm não precisa de nada — se espalha sozinho. É a distinção mais cobrada do tema.
Os ataques de engenharia social
A engenharia social explora o fator humano, não a falha técnica:
- Phishing: e-mail/mensagem falsa que imita instituição legítima para roubar dados (o "pescador" de senhas).
- Pharming: redireciona o usuário para um site falso mesmo digitando o endereço certo (envenenamento de DNS).
- Spear phishing: phishing direcionado a uma pessoa/empresa específica.
- Man-in-the-middle: o atacante se posiciona entre duas partes e intercepta a comunicação.
- DoS / DDoS: sobrecarrega o servidor para torná-lo indisponível (ataca a disponibilidade).
- Força bruta: testa combinações de senha até acertar.
Pegadinha: phishing chega até você (mensagem); pharming redireciona o seu acesso. Não confunda.
O material Informática Visual traz um quadro visual de malware (vírus × worm × trojan × ransomware) e dos ataques, com 25 questões CESPE/FGV/FCC de segurança resolvidas.
As defesas que a banca cobra
- Firewall: filtra o tráfego de rede (entrada/saída). Não é antivírus — não remove malware, controla conexões.
- Antivírus / antimalware: detecta e remove código malicioso.
- Backup: cópia de segurança. Regra 3-2-1: 3 cópias, em 2 mídias diferentes, 1 fora do local. É a principal defesa contra ransomware.
- Criptografia: embaralha os dados (simétrica = uma chave; assimétrica = par de chaves pública/privada).
- Assinatura digital: garante autenticidade, integridade e não repúdio (usa a chave privada do emissor).
- Certificado digital: documento que vincula uma chave pública a uma identidade (emitido por uma AC da ICP-Brasil).
- Autenticação multifator (MFA): combina fatores (senha + token + biometria).
Pegadinha: firewall não é antivírus. E o backup é a defesa que realmente salva contra ransomware — pagar o resgate não garante recuperação.
As pegadinhas que mais se repetem
- "Worm precisa de hospedeiro como o vírus." Falso — worm se replica sozinho.
- "Firewall remove vírus." Falso — firewall filtra tráfego; quem remove é o antivírus.
- Trocar os conceitos do CID (confidencialidade × integridade × disponibilidade).
- "Assinatura digital garante confidencialidade." Falso — garante autenticidade, integridade e não repúdio; quem garante sigilo é a criptografia.
- "Pagar o resgate do ransomware recupera os dados." Não há garantia — backup é a defesa real.
Como estudar — fecha em 3h
- Decore o tripé CID e os princípios complementares.
- Fixe a tabela de malware (foco em vírus × worm).
- Separe phishing × pharming e os ataques de disponibilidade (DoS).
- Resolva 30 questões CESPE/FGV de segurança.
Segurança da informação é ponto certo na prova de Informática — desde que você não confunda os tipos de malware. O Informática Visual organiza tudo em quadros visuais com pegadinhas comentadas.
O que fazer hoje
- Escreva a diferença entre vírus e worm em uma frase.
- Liste o que a assinatura digital garante (e o que não garante).
- Resolva 10 questões de malware e engenharia social.
Entendeu o CID e a tabela de malware? Você fechou o tema mais moderno da prova.
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